Guilherme Augusto Vieira

 

Atualmente a produção de pecuária de corte passa por grandes transformações no qual verifica-se uma mudança nos sistemas de produção com aumento gradativo da produção de pecuária intensiva com adoção de confinamento e semiconfinamento.

O sistema que predomina no Brasil é o extensivo, com produção de bovinos em pastagens, sendo que as pastagens representam 169 milhões de hectares conforme dados do Censo do IBGE 2018.

Entretanto, a produção pecuária brasileira em pastagem apresenta uma baixa taxa de lotação, baixa produtividade, bem abaixo do potencial produtivo do setor pecuário, gerando o “boi sanfona”, intervalo entre partos longos, idade aumentada de abate ( 36 meses) além de outros fatores.

Estes problemas são em decorrência entre os vários fatores a estacionalidade na oferta de pastagens de qualidade no período chuvoso ( qualitativa e quantitativa) e pastagens secas, de baixa qualidade no período de estiagem.

Buscando um equilíbrio na oferta de alimentos e aumento nas taxas de produção, a produção de pecuária de corte vem adotando as práticas de produção de pecuária intensiva representadas pelo confinamento e semiconfinamento, embora a adoção destes sistemas produtivos vem carregado de desconhecimento, tabus e resistência na sua implantação, principalmente na variável custos e investimentos?

Mas afinal de contas, o que vem a ser confinamento e semiconfinamento? Quais as vantagens e desvantagens?

Segundo a EMBRAPA ( Coleção Criar, 1996), o confinamento consiste em reter , por um período determinado de tempo, um número definido de animais em determinada área, com suprimento alimentar completo.

Objetiva, o fornecimento total da dieta do animal no cocho, no qual pode ser formada pela combinação de volumoso e concentrados.

O confinamento exige um controle de custos, instalações ( currais de confinamento), equipamentos e pessoal qualificado, além de selecionar animais e estudar a relação do preço do bezerro x milho x arroba do boi. Vide a Figura 1

Figura 1 : exemplo de confinamento

Fonte: Google

 

Já o semiconfinamento consiste na no fornecimento de alimentos concentrados para animais em pastagens ( que podem ser diferidas ou não).

As instalações consistem em colocar um cocho nas pastagens, vagão misturador e mais alguns equipamentos.

Entretanto deve ocorrer um manejo adequado das pastagens, com tratos culturais permanentes, adubação nitrogenada e um completo estudo da relação Unidade animal x taxa de lotação.

Deve-se estudar também o tipo de concentrado a ser fornecido aos animais.

Segundo Coan (2010), o semiconfinamento visa incrementar os níveis de produção animal ( ganho de peso) na entressafra.

Veja um exemplo de semiconfinamento na Figura 2:

Fonte: Google

A principal diferença entre os sistemas de confinamento e semiconfinamento se baseia no custo de produção e ganho de peso dos animais. No confinamento o custo da arroba produzida é mais elevado em razão da demanda por instalações, máquinas e mão de obra , entre outros. O bovino ganha mais peso desde que a dieta esteja balanceada. Por isso é necessário um maior desembolso financeiro para sua implantação comparado com o semiconfinamento.

Com o objetivo de orientar os produtores pecuários nas técnicas de produção de bovinos em Semiconfinamento, o Farmácia na Fazenda e a Qualyagro irão lançar em setembro 2018 o CD Semiconfinamento, Instalações, equipamentos e sanidade.

Reserve logo o seu. Maiores informações: contato@farmacianafazenda.com.br

 

Voltaremos a discutir este tema.